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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Ações dos Estados Unidos na Venezuela representam riscos à ordem multilateral


 O ataque feito pelos Estados Unidos à Venezuela no sábado (3), para capturar o presidente Nicolás Maduro, representam, na avaliação de especialistas entrevistados pela Agência Brasil, riscos para organismos multilaterais e para os países da América Latina.


Militares americanos retiraram à força Maduro e sua mulher, Cilia Flores, do território venezuelano, em uma ação que matou forças de segurança do presidente e causou explosões em Caracas, capital do país. Maduro foi levado para Nova York e, segundo o governo dos Estados Unidos, vai responder no país a acusações por uma suposta ligação ao tráfico internacional de drogas.


Cientista político e professor de relações internacionais da Faculdade São Francisco de Assis (Unifin), Bruno Lima Rocha diz que o ocorrido é, antes de tudo, um ataque dos Estados Unidos à soberania de um país. "Não existe, no direito internacional, um atestado para que os Estados Unidos operem como polícia do mundo", diz Rocha.


Docente no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), Gustavo Menon acredita que o Brasil se encontra em uma “posição muito delicada” neste atual contexto geopolítico. “Essa ação sem precedentes por parte dos EUA acaba quebrando a América do Sul como uma região de paz. Em termos do posicionamento, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro vem sinalizando exatamente pela legitimidade de Delcy Rodrigues [vice-presidente da Venezuela] como presidente interina”, explicou Gustavo Menon.


A América do Sul é uma região privilegiada do ponto de vista de recursos naturais (Petróleo e Amazônia), por isso, a necessidade de ficar atento aos próximos passos dos EUA na região. “O que vejo, por enquanto, são os EUA enviando uma mensagem clara a Pequim e a Moscou, no sentido de que a América Latina é uma região historicamente influenciada pelos EUA. E, mais do que isso, no sentido de prevalecer cada vez mais a lei do mais forte”, acrescentou Menon.

Fonte/imagem: Agência Brasil/Reprodução Instagram 


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